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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

A espera

Paciência. Essa é uma palavra que não faz parte do nosso vocabulário empresarial. Mas faz parte dos momentos de transição. Nesse processo acontecem muitas coisas: novas descobertas profissionais, muitos contatos feitos através de networking (nos tornamos especialistas nisso), redução de despesas (na maioria dos casos),   novos hobbies, novas amizades, novas entrevistas. E tudo exige paciência. Aliás, acho que uma das palavras que mais se ouve no mundo corporativo é o contrário de paciência: foco no resultados, ação, proatividade. Quando falamos sobre paciência? Portanto, aí está algo que aprendemos: A esperar. Mas é um esperar diferente. Um “esperar agindo”. Durante o processo, vivemos muitas sensações e emoções. E aquela que mais nos incomoda é a ansiedade. Sabemos que temos o perfil requerido para muitas empresas, apostamos nas nossas competências, conhecemos o nosso valor profissional, mas também sabemos que precisamos de uma oportunidade para nos desempenhar. Escutei d...

A visão que norteia o caminho

Durante o meu processo de transição e acompanhando o processo de conhecidos, vejo que algumas vezes nos deparamos com algumas reflexões e angústias. Uma delas acontece comigo todas as vezes que vou fazer uma entrevista. Normalmente a conversa na recepção é assim: - Seu nome? - Carolina - Carolina da onde? - É particular. - Ah, é entrevista. O recepcionista do prédio não precisa saber o que fui fazer lá. Ou precisa? E o que distinguiria na minha identificação na recepção o lugar onde trabalho? Afinal, os trabalhos são transitórios. Mas eu serei sempre eu. Obviamente com algumas mudanças no caminho, mas minha essência sempre será a mesma. Quando deixamos um emprego, normalmente deixamos lá alguns aspectos da nossa identidade. E óbvio, vem a insegurança financeira. Perdemos o cartão de visita. Isso significa que já não somos de nenhum lugar. De onde somos agora? Perdemos o carro (ou temos que comprá-lo), o vale refeição, o vale alimentação, assistência médica (agora temos...

As etapas desse jogo

De um modo geral, toda perda gera frustração. E normalmente, nesse processo passamos por um processo de luto, de maior ou menor intensidade, dependendo do grau de afinidade que tínhamos pelo trabalho, desafios, colegas... Fazer de conta que já passou é querer enganar o próprio coração. Passar pelo processo é natural, inerente. Não podemos ter medo de nenhuma das fases. Elas passam se soubermos passar por elas. Não quero radicalizar. Mas observo diariamente em que fase estou. Se avancei ou se estagnei. O meu processo foi um pouco diferente. Comecei nele antes mesmo de deixar o emprego. Portanto, as primeiras fases ocorreram ainda mesmo empregada. Estranho né? Não, isso aconteceu porque a minha transição aconteceu ainda no emprego. As etapas são componentes sequenciais, inerentes do processo. São elas: - Choque: reação inicial à perda do emprego. Normalmente acontece no dia D (dia do acontecimento). Ficamos atordoados com o acontecido. Se a transição é intencional, tomada ...

Dance na chuva

Há anos tenho acompanhado esse tema, de forma direta, nos processos de gestão de mudança organizacional que participei ou nos desligamentos que acompanhei, e indiretamente, nos diversos casos de desligamentos e demissões dos meus amigos, familiares, conhecidos, colegas, ex- colegas. Como profissional de recursos humanos, meu olhar sempre foi de fora, estando do outro lado, mas não o lado mais fácil. Agora meu olhar será de dentro, com a visão e perspectiva do dia a dia do profissional em situação de desemprego. Decidi divagar em um assunto complicado e cuidadoso: transição de carreira. Não terei como foco dar dicas para a transição e sim relatar e falar sobre as diferentes sensações que vivenciamos nesse processo e como podemos seguir em busca de novas oportunidades de carreira e de vida.   Conheço excelentes livros e manuais com dicas de carreira, desenvolvimento, como buscar uma recolocação. Mas tenho encontrado muito pouco material ou oportunidades de falar a verdade sobre ...