Seja
curado!
Mergulhar
para dentro de si não é fácil. São muitas as circunstâncias e fatores que nos
impedem de ver quem realmente somos. Para que a cura possa existir, o processo
é árduo. Requer profundidade, auto aceitação e cuidado consigo mesmo.
O tempo
todo somos impelidos à cura. Somos jogados bem distantes de nós mesmos, para
que esse
movimento da cura da nossa alma não aconteça.
Pergunte-se
quantas vezes por dia você respira profundamente e se indaga o que está fazendo
por si mesmo. Isso porque estamos constantemente entregando resultados, em
movimento, relacionando-nos com os outros, cuidando da nossa casa, preocupados
em emagrecer, em ganhar dinheiro, em arranjar um namorad@, em entregar,
entregar e entregar. E quando nos damos conta, temos as melhores roupas,
melhores carros, melhores tudo e nos esquecemos da melhora da nossa própria
alma.
Pense
no seguinte: somos o resultado das nossas escolhas. Escolhemos ganhar dinheiro
para ter um conforto na vida. Passamos anos juntando dinheiro para comprar uma
casa e quando a temos, ainda estamos procurando novas coisas para ter e somar.
Nos orgulhamos ao conquistar o trabalho dos sonhos, mas nos esquecemos de resgatar
o nosso verdadeiro propósito porque simplesmente não dá tempo de pensar “nessas
coisas” enquanto ganhamos mais e acumulamos.
Nesse
movimento, deixamos para depois o cuidar de nós mesmos. No nível do nosso corpo
físico, alimentamo-nos mal, comendo produtos industrializados, tomamos remédios
para todas os mínimos sintomas, cuidamos de nós apenas quando a doença vem e
somos ‘obrigados’ a parar. Como se a estagnação fosse um retrocesso, nos
dopamos com mais remédios para aliviar a doença, esquecendo que apenas
postergamos mais pra frente o encontro conosco mesmos.
No
nível emocional, entorpecemo-nos com pensamentos negativos, com informações
negativas, criando uma atmosfera em torno de nós de medo, fracasso, doença e
desesperança. Engolimos cápsulas de autoajuda industrializadas quando nos damos
conta de que não conseguimos por nós mesmos. E quando a tristeza vem, tomamos
mais remédios para mais uma vez aliviar nossas desesperanças. E assim, vamos
gerando mais alienações e afastamento do nosso verdadeiro propósito.
Pergunte-se
agora: quando pretende parar para se encontrar? Quando essa busca por ser
alguém encontrará a calma e a tranquilidade? Quando ouvirá a sua alma que clama
por ser escutada e amparada, não por ninguém, apenas por você mesmo?
E
assim, sua alma, a minha e a de todos nós continuará a chamar por nós, até que
com cuidado, abracemos a nós mesmos e aceitemos participar da nossa própria
evolução: de ser almas, e não apenas corpos em movimento.

Belíssimas e lúcidas palavras Dra. Carolina. Me trouxe algumas reflexões pertinentes que certamente me auxiliará em minha jornada. Muito obrigado!
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