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A visão que norteia o caminho

Durante o meu processo de transição e acompanhando o processo de conhecidos, vejo que algumas vezes nos deparamos com algumas reflexões e angústias. Uma delas acontece comigo todas as vezes que vou fazer uma entrevista. Normalmente a conversa na recepção é assim:
- Seu nome?
- Carolina
- Carolina da onde?
- É particular.
- Ah, é entrevista.
O recepcionista do prédio não precisa saber o que fui fazer lá. Ou precisa?
E o que distinguiria na minha identificação na recepção o lugar onde trabalho? Afinal, os trabalhos são transitórios. Mas eu serei sempre eu. Obviamente com algumas mudanças no caminho, mas minha essência sempre será a mesma.
Quando deixamos um emprego, normalmente deixamos lá alguns aspectos da nossa identidade. E óbvio, vem a insegurança financeira. Perdemos o cartão de visita. Isso significa que já não somos de nenhum lugar. De onde somos agora? Perdemos o carro (ou temos que comprá-lo), o vale refeição, o vale alimentação, assistência médica (agora temos que pagar por nossa conta). E essa insegurança se soma ao medo do novo. Porque sempre que mudamos, aparece aquele frequente frio na barriga... o que será que vai acontecer comigo agora?
Essas angústias e ansiedades existem e são verdadeiras. Porém eu acredito que nós somos aquilo que nós focamos. Então, ao invés de focar nos problemas, temos que focar nas ações que nos levarão às soluções.
Para ajudar nessa transição, temos que ter em mente algumas perguntas que nos nortearão nas nossas próximas escolhas. Lembre-se: sua visão determina o seu caminho.
- se eu tivesse todo o dinheiro do mundo, o que escolheria fazer? (essa pergunta pode nortear o encontro dos sonhos e desejos com os próximos caminhos profissionais a escolher)
 - O que eu quero agora?
- Qual é o meu maior sonho?
- Como posso realizá-lo?
- O que de pior pode acontecer se você não fizer isso?
- O que de melhor pode acontecer se você fizer isso?
Não tenho dúvidas que essas perguntas me ajudam todos os dias a não me esquecer dos meus verdadeiros desejos. E me instigam a planejar os passos para realizá-los. Quando sabemos o que queremos, fica mais fácil saber como devemos nos conectar com situações e pessoas que nos ajudarão na conquista dessas metas.
Aliás, sendo mais ousada ainda, acho que essas são as perguntas que todos devemos nos fazer diariamente, empregados ou não. Porque eu realmente acredito que os nossos trabalhos são pontos que nos levam as nossas realizações. Portanto não existe trabalho ruim, porque sempre aprendemos algo. E aprendendo, avançamos na conquista das coisas que queremos.
Quando estamos trabalhando, às vezes não refletimos sobre essas questões. A desculpa: tempo. Quando não estamos trabalhando, também não refletimos sobre essas questões. A desculpa: preciso arranjar trabalho. Não tenho tempo a perder. Mas eu acho que pensar sobre isso é diminuir o tempo que nos leva até nossas realizações. Quando sabemos o que queremos, mais rápido chegamos.
Encontrar o caminho para nossos desejos é deixar a nossa carreira mais apaixonante. Estar sem emprego não é não ter uma carreira. É apenas uma etapa da nossa vida. E é esse o momento que temos para conectar os pontos e fazer os próximos passos do nosso futuro profissional.
“Ou nós encontramos um caminho, ou abrimos um.” (autor desconhecido)

Comentários

  1. Oi Carolina, boa tarde

    É engraçado, da mesma forma que você, em algum momento da minha estada na última empresa percebi que era hora de tomar a decisão de transitar por outras bandas, conhecer novos espaços e conquistar novas perspectivas.
    Porém, antes que eu conseguisse um novo espaço as portas se fecharam, e as sensações não foram tão exacerbadas pois eu já estava preparado, de uma certa forma, era o que eu queria.
    Fiquei preocupado apenas com minha família, pois, tenho duas bocas para sustentar e tenho que pensar neles também...
    Porém, acredito muito nos designios de Deus e sei que ele não nos deixa na mão e sempre tem o refrigério para nossos momentos mais difíceis. É nisso que me apego...
    Sei que vou passar uns bons perrengues, mas, estou pronto para isso, estou preparado e sei que vou conseguir ultrapassar todos os desafios.
    Grande abraço e continuamos na luta.

    ResponderExcluir
  2. Carol, minha amiga e colega de transição,

    Já estou há algum tempo passando por este período de transição (mais do que gostaria) e ontem um pensamento não me saia da cabeça: estou sendo persistente ou teimosa na minha decisão em voltar a trabalhar em uma área ainda tão restrita e desacreditada (responsabilidade social/sustentabilidade).
    Já passei por outras duas experiências em outras áreas e não tive muita identificação com nenhuma, mas na trabalhando em ONGs o sentimento de realização sempre foi 100%.
    Recebo inúmeros "conselhos" para parar de insistir em uma área com tão poucas ofertas de trabalho, apesar da minha experiência no setor.
    Sempre ouvimos que devemos seguir nossos sonhos, escolher alguma profissão que nos dê prazer, em que acreditamos, pois só assim teremos garra para enfrentar as dificuldades do dia a dia, e construiremos algo que nos dê orgulho.
    Concordo plenamente com estas colocações, mas até onde insistir quando as coisas não parecem estar do nosso lado? Será que os "sinais" não estão indicando que não é esse o caminho? Como saber se estou sendo persistente ou teimosa?
    Acredito que estou no caminho certo, mas fica aqui a indagação...
    Beijo,
    Lúcia

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